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Pesquisa do Insa avalia produção da palma e sua absorção de nutrientes

5 Jul 2016

Nos últimos anos a palma forrageira tem desempenhado importante papel para o ciclo produtivo da pecuária do Semiárido. Contudo, em algumas regiões como no Sertão da Paraíba ainda existe o estigma de que não são propícias para o cultivo da cactácea. Em um estudo realizado pelo pesquisador do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC), João Macedo Moreira, foi comprovado a viabilidade da palma para esta região.

 

A pesquisa de mestrado integrou o Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e avaliou a produção de palma, bem como a sua absorção de nutrientes dos solos sob três tipos de adubação (orgânica, mista e mineral). Análise da produtividade O estudo foi realizado em áreas ambientais distintas, que foram os municípios paraibanos de Condado (microrregião do Sertão) e Riachão (Curimataú, microrregião que historicamente faz o plantio da palma).

 

O experimento foi feito nos campos do Projeto de Revitalização da Palma Forrageira, coordenado  pela pesquisadora do Insa Jucilene Araújo. Foram analisadas três variedades da espécie: Orelha de Elefante Mexicana (Opuntia stricta), Miúda (Nopalea cochenillifera) e Palma Baiana (Nopalea sp). Quanto à produtividade, um ano após o plantio, a pesquisa verificou que a média de matéria seca das três variedades no município de Condado foi acima de 3500 kg por hectare, enquanto que Riachão ficou abaixo de 1500 kg por hectare.

 

De acordo com o pesquisador João Macedo, ainda no decorrer do experimento, em Condado, “os agricultores ficaram bastante motivados, porque viram que é possível produzir a palma ali. A pesquisa nos deu condição de levar informações para os agricultores a partir da base científica”, destaca. Nutrientes O pesquisador também ressalta que o plantio da palma exige cuidados específicos no manejo, pois é uma cultura que retira uma grande quantidade de nutrientes do solo. Por exemplo, campo de Condado, levando em consideração a quantidade de nutrientes que a palma absorve dos solos, foi constatado que a massa seca acumulou cerca de 1.325 kg de Carbono (C), 20 kg de Fósforo (P) e 391 kg de Potássio (K).

 

Estas quantidades retiradas são consideradas bastante elevadas, principalmente para P e K. Em uma situação sem reposição de nutrientes, será reduzida drasticamente a fertilidade do solo. Portanto, para que sejam apresentadas condições de fertilidade de solo ideais para o cultivo de palma, é de fundamental importância o conhecimento dos principais nutrientes demandados por essa cultura.

 

Quanto às três variedades, o estudo também avaliou a eficiência fisiológica, ou seja, a relação entre a produção de matéria seca e a retirada de nutrientes do solo. Foi concluído então que no campo de Condado, a cada quilograma de nutrientes retirados do solo pela palma, foi produzido 1,62kg de massa seca. Riachão, apesar de ter produzido uma quantidade menor de palma, conseguiu apresentar um melhor resultado nesta análise. Produziu 2,36 kg de matéria seca a cada quilograma de nutrientes absorvido.

 

Quanto ao tipo de adubação, as variedades de Palma forrageira não apresentaram evidências de superioridade de uma variedade sobre outra, quanto à produtividade de matéria seca, nem quanto à produtividade de matéria seca e eficiência nutricional. Também verificou-se a Eficiência de Recuperação de Nutrientes (Nitrogênio, Carbono, Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio), ou seja, a quantidade de nutrientes introduzidos no solo com a adubação, após a absorção da palma.

 

E o melhor resultado também foi alcançado no campo de Condado. Projeto da Palma Entre 2012 e 2016, o Insa desenvolveu um projeto de pesquisa e multiplicação das espécies resistentes à Cochonilha do Carmim. Foram implantados campos de pesquisa e multiplicação, cada um com 1 hectare, em 26 municípios do Semiárido paraibano atingidos pela praga. O projeto totalizará a distribuição de 5,3 milhões de raquetes-semente e já beneficiou 3,2 mil famílias agricultoras.
 

Fonte: Insa

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